Sedentarismo adulto

O sedentarismo adulto não só prejudica sua qualidade de vida e bem estar, mas é também um problema sério de saúde pública!

Pense em quatro pessoas do seu círculo de amigos. Agora, quantas delas praticam exercícios físicos regularmente? É provável que a maioria lendo esse texto responda um ou dois. Não é coincidência, é estatístico: um a cada quatro adultos é sedentário, de acordo com dados de 2018 da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Óbvio, ninguém tem tempo, você até pode pensar. E isso é verdade. A rotina do brasileiro está cada vez mais cheia de prazos, compromissos e afazeres. Mas as 24 horas do dia são as mesmas para todos, não é? O que muda, então, é a escolha do que fazer com elas.

Os dois lados da balança

Temos, paradoxalmente, uma sociedade que cultua o corpo musculoso, mas que é, predominantemente, sedentária. Atire a primeira pedra quem nunca colocou “praticar exercício físico” como uma meta na virada do ano ou, então, viu o vídeo de alguém malhando no instagram e pensou “segunda eu começo”.

Acontece que essa tal segunda nunca chega e o ideal de uma vida ativa fica somente na tela do celular. Ao invés de calçar o tênis e ir caminhar, ficamos de 30 a 40 minutos diariamente exercitando o indicador, passando de um stories para o outro.

Cada pessoa tem sua rotina e limitações, sabemos disso. Nem todo mundo pode fazer 3 horas de exercício por dia ou sair do prédio para malhar, no entanto é possível fazer adaptações e começar a mudar essas estatísticas preocupantes. É preciso pensar fora da caixinha e, principalmente, dar o primeiro passo – seja na esteira ou na rua.

O problema do sedentarismo adulto

Quando falamos em sedentarismo, não estamos abordando apenas a autoestima, percentual de gordura ou massa magra. Estamos falando de saúde pública. Estima-se que, na assistência à saúde, o sedentarismo leve a gastos anuais de US$54 bilhões.

Afinal, aqueles que não praticam exercícios físicos têm maiores chances de desenvolver doenças cardiovasculares, câncer de mama, ter colesterol alto, pressão alta e outras doenças associadas. Sem falar que o exercício ajuda no tratamento de depressão, ansiedade e aumenta nossos níveis de energia ao longo do dia.

Comece com pequenas mudanças

Se você realmente não consegue mudar sua rotina para incluir a prática de exercício, existem pequenas atitudes que pode tomar para se livrar do sedentarismo adulto. É o clichê do preferir a escada ao invés do elevador, mas que faz total sentido.

Tente acordar 10 minutinhos mais cedo para fazer um alongamento ou uma sequência de abdominais e polichinelos. Ao chegar do trabalho, saia para um passeio de 15 minutos com seu animal de estimação e se precisa ir a algum lugar perto de casa, como padaria ou perfumaria, vá andando, não de carro.

A meta da OMS é que até 2030 haja uma redução de 15% das taxas de sedentarismo adulto e em outras fases da vida. Que tal começar, hoje, a fazer algo por você e mudar essa realidade?

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